Cristo ou Marx?

Cristo ou Marx?


Ultimamente, tenho visto “pastores” defendendo ideias excêntricas ao cristianismo. Todo mundo já sabia da militância, digamos, mais vermelha do pessoal da CNBB, nos tempos dos Boffs, Aloísio Lorscheider, Arns, etc. João Paulo II, via Cardeal Ratzinger, que depois viria a ser Bento XVI e excomungou essa turma, de um jeito ou de outro.

Claro que tudo depende de quem fala e como fala. Eu até poderia dar uma amenizada dizendo algo agradável para inglês ver, digo, ouvir.

Uns e outros por aí, por exemplo, soltam textos nas redes sociais criticando as nossas prisões. Tadinhas, mas concordo, elas são infames pra caramba. Dificilmente quem nunca as teve em suas vidas poderão entender como elas são. Como diria o Alexander Solzhenitsyn, uma vítima do regime soviético (que era vermelho até as cuecas e calcinhas – o regime, lógico): “Prisão, foi bom teres feito parte de minha vida”.

É claro que esses caras escrevem essas bobagens feito aranhas tentando fisgar as pobres das moscas. Em caso de contestação de abelhudos intrometidos feito eu, a primeira coisa que diriam ou citariam é Jesus e aquelas precipitações contidas na Bíblia, livro de Lucas 4: 18 – 19:

“O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração,
A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor”.

 Com isso, dariam a entender estarem cumprindo uma missão cristã e extraída da Bíblia. Ledo engano. Eles estão sim, utilizando pressupostos leninistas de guerrilha. Nesse caso, a ideia é insuflar as massas, onde quer que elas se encontrem em grupos e insatisfeitas. Nada como uma prisãozinha avacalhada para tanto, né?

Já a ideia de Jesus, o tal carinha que se dizia Filho de Deus, era libertar os caras das prisões e dar-lhes vida e vida abundante e não utilizá-los em seus intentos revolucionários, para depois esquecê-los, abandonando-os e sem outra opção melhor, voltassem para o lugar de onde saíram (a razão desses red pastors para escrever e falar em favor da população carcerária).

Meu, você precisa decidir com qual livro ficar. A Bíblia ou o Das Capital? Cristo ou Marx? Com os dois não há a menor possibilidade. A origem deles é a mais antagônica possível. Jesus veio do céu, filho de Deus e membro efetivo da trindade por toda a eternidade. Marx veio do inferno. Dizem que foi moldado na última câmara de horrores do lugar. É conhecido como o pai da mentira e é membro efetivo do clube do tridente.

Jesus lhes profetizou a mais de dois mil anos atrás: “Eles são lobos em pele de cordeiro”. Bom, até outro dia, pareciam cordeirinhos, mas agora a igreja foi devidamente satanizada e vocês devem estar rindo à toa. Mas cuidado, ainda vai rolar muita água na Cantareira e aí virá o fim, então haverá choro e ranger de dentes, fora o cheirinho de enxofre.


Capricornio PB

 

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Nossas imagens sombrias

Nossas imagens sombrias

Oliver Sacks

 

O neurologista Oliver Sacks revelou, recentemente, estar com câncer terminal. Essa notícia levou a Consultora de Empresas Beia Carvalho a lembrar-nos do excelente documentário “Janela da Alma“, onde há vários depoimentos lindos sobre o tema, inclusive do próprio Oliver. É o tipo do vídeo que você não poderá ver uma única vez. Há muito ouro ali.

As diferentes capacidades de visão, começando com a dos seres humanos que é limitada, se compararmos à visão das aves de rapina, como o falcão, a águia e até o nosso velho e bom urubu, nós passaríamos como seres próximos à cegueira. Mas o documentário foi a campo e trouxe o depoimento de alguns cegos, entre outros depoentes com algo diferente em suas visões, que conseguem enxergar mais do que a maioria dos humanos, usando outros sensores, como a audição, o tato, paladar e o melhor, a alma.

Quem lê as bobagens que escrevo nesse blog, será sempre testemunha de quanto venho insistindo nessa questão das nossas imagens sombrias, em especial, nos temas mais teológicos e/ou relacionadas a Deus e às coisas espirituais. Nós acreditamos naquilo que somos capazes de ver, entretanto, não nos damos conta de que nossa visão é parcial. Há várias razões para isso, desde do tipo de visão que a espécie humana possui, passando pelos problemas físicos e emocionais que podem interferir, até as diferenças existentes dentro da própria espécie. É sabido que os orientais e os esquimós possuem visão mais ampla em relação aos ocidentais, em termos físicos.

Entretanto, a raça humana tem se destacado em completar sua capacidade de ver através de outros meios, internos e externos, por um lado, e por outro tem se fechado em “cavernas e grutas” permanecendo e se contentando em ver as sombras nas paredes desses lugares fechados como se fossem as imagens plenas e reais.

Hoje é sábado e estou escrevendo por volta do meio dia. Nessa altura deveria estar terminando a primeira parte de um WorkShop cujo tema era as “Finanças Pessoais”. Mas o grupo de pessoas que havia confirmado presença não efetivou suas inscrições e a empresa organizadora não teve outra alternativa, a não ser cancelar o evento. Me preparei muito (cerca de seis semanas) para poder proporcionar uma oficina bem legal para quem participasse. Como não sou economista e muito menos contador, meu enfoque seria um pouco diferente. Evidentemente, não havia como escapar de algumas definições essenciais como as questões relacionadas aos ativos e passivos, bem como do orçamento e seus componentes receitas e despesas. Mas era justamente sobre as imagens e os enfoques que residiriam minhas ênfases, ao examinarmos mitos e lendas, a maioria deles determinados por visões equivocadas e agravados com falsas crenças, a partir daí.

Dito isso, resta-me acrescentar que o dinheirinho (havia feito um precinho bem camarada para ajudar o pessoal) que adviria daí, provavelmente, me fará uma falta incomensurável. Bom, isso se pensar só no que estou vendo, visão possivelmente bem parcial, pois naquilo que não sou capaz de ver, pode residir muitas possibilidades capazes de me salvar de mais essa.

Capricornio PB

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Última mensagem do Dr. Dale W. Kietzman

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Essa foi a última mensagem do Dr. Dale W. Kietzman enviada a mim. Ele foi meu mentor e amigo em algumas missões que trabalhamos juntos, sobretudo na Open Doors Mission. Além disso, acompanhei o trabalho dele em muitas missões e organizações cristãs. Só na Wicliffe aqui no Brasil, ele trabalhou dezenove anos. Mas estivemos sempre em contato. Ultimamente vínhamos conversando sobre a possibilidade de implantar a DKU (Dale Kietzman University) no Brasil. Ontem, pela manhã, ele nos deixou, certamente, foi chamado para alguma missão impossível celestial. Os caras lá deviam estar precisando do melhor expert em desenvolvimento. RIP Dr. Dale. O senhor me ajudou muito além do esperado, sempre.

Mensagem resposta do Dale Kietzman

Thanks, Lou, for your note of greeting and news. I had followed on Facebook your journey with the loss of your son. I am so sorry for your loss, and am amazed at some of your musings since then. They have often stimulated my thoughts about grief and loss. I am praying that you will be able to gain momentum again in your many areas of interest.

While the university in Africa is doing quite well, I am increasingly aware that, while it bears my name, I can do little to suggest its course of action. Right now I would say that there is little hope of an expansion into Brazil in the near future.  You have good ideas about specialized areas of instruction, and I would encourage you to move ahead on your own.

I think about the difference between education and consultation, both of which I have been successful in (I think). Educational methods reach a lot more people than you could ever reach by consultation, but with education you have to generalize, while you can be very specific when consulting with a company about a specific problem. Consulting is easier to execute, while building an educational institution takes a lot of energy and is somewhat risky. In the end, I guess you do that which God puts into your hands.

Sincerely, in Christ’s love,

Dale

(tradução)

Obrigado, Lou, por sua nota de saudação e notícias. Eu segui no Facebook a sua jornada com a perda de seu filho. Sinto muito por sua perda, e estou atônito com algumas de suas reflexões desde então. Elas muitas vezes estimularam meus pensamentos sobre a dor e a perda. Estou orando para que você seja capaz de ganhar um novo ímpeto em suas muitas áreas de interesse.
Enquanto a universidade em África está indo muito bem, estou cada vez mais ciente de que, ao mesmo tempo que ela tem o meu nome, eu posso fazer pouco para sugerir o seu curso de ação. Agora eu diria que há pouca esperança de uma expansão para o Brasil em um futuro próximo. Você tem boas ideias sobre áreas especializadas de instrução, e eu gostaria de encorajá-lo a avançar em seu próprio país.
Eu tenho pensado sobre a diferença entre a educação e a consultoria, nas quais eu tenho sido bem sucedido (acho). Métodos educacionais podem atingir muito mais pessoas do que você jamais poderia alcançar via consultoria, mas com a educação você tem que generalizar, enquanto você pode ser muito específico ao dar consultoria para uma empresa sobre um problema específico. Consultoria é mais fácil de executar, enquanto a construção de uma instituição de ensino necessita um monte de energia e é um pouco arriscado.

No final, acho que você deve fazer o que Deus colocar em suas mãos.

Sinceramente, no amor de Cristo,

RIP Dr. Dale. O senhor me ajudou muito além do esperado, sempre.

Lou Mello

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Faltando água?

Faltando água?

Faltando água? Nesses tempos, ambientalistas e climatologistas tratam de não perder a oportunidade para vender seus peixes, geralmente pouco procurados no mercado, a não ser pelas elites, é claro. Concordo que a maioria das reivindicações desse pessoal é válida e algumas, extremamente pertinentes. Outras nem tanto e até há aquelas menos relevantes. Entendo que seja bem provável jogar o problema atual da água nessas contas e os políticos da geração anos setenta, séc. XX para cá, preferencialmente agradecem e podem dormir em paz.

Durante minha estada nesse planeta (ainda estou nele, nesse momento) andei, por exemplo, em boa parte da Europa e Estados Unidos e pude reparar em dois pequenos detalhes interessantes: Primeiro o fato de não haver florestas nesses lugares inóspitos e depois a produção e distribuição de população por metro quadrado. Dá a impressão que falta gente por lá, com raras exceções.

Apontei essas duas curiosidades pensando no problema da água, evidentemente. Todo mundo aqui em terras brasilis está careca de saber como os brasileiros se comportam. Uma das práticas mais comuns, entre nós, é a desfaçatez. Somos craques nisso. A gente sabe onde o calo dói mas jura que não tem calos.

Certa vez, vovó ainda viva, meu irmão (por parte de pai) perguntou à velhinha em quem ela votaria para prefeito de São Paulo nas próximas eleições. Isso deve ter sido lá no início dos anos sessenta do século passado (XX) e ela respondeu na lata, toda faceira: Franco Montoro, claro. Meu irmão sorriu e virou pra mim dizendo, esse é o maior demagogo do Brasil, aproveitando a surdez do ouvido esquerdo dela. Por alguma razão por mim desconhecida, aquilo foi parar em meu inconsciente.

Passados alguns anos, já nos anos setenta, se não me engano, esse cara que não conseguiu eleger-se prefeito da capital paulista, foi parar no congresso como deputado e propôs e logrou aprovar uma lei batizada de “Salário Família” (5% do valor salário família para cada filho menor de dezoito anos do trabalhador).

Para mim, o problema da água, do desmatamento, da segurança, da corrupção, da saúde e educação precárias e tantos outros, começou (ou multiplicou-se) aí. A razão é simples e você já deve ter captado, para orgulho do seu venerável mestre aqui, ou seja, essa lei visava incentivar a produção de população de baixa renda ou, se preferir, institucionalizar a miséria, pobreza e todas essas cacas que os políticos adoram enaltecer, sobretudo em tempos de eleições.

Conseguiram, hoje já ultrapassamos a marca de duzentos milhões de habitantes e continuamos crescendo em ritmo alucinante. Claro que depois dessa leizinha safada vieram muitas outras, todas logrando a mesma finalidade, sendo o tal “Bolsa Família” a última delas.

Pessoas, pobres ou não, têm necessidades. Precisam de água, alimento, moradia, etc. e para tanto, dinheiro. Um em cada cinco arrimos de família tem emprego, outros viram funcionários públicos e o resto se vira, fora os mais espertinhos (ou membros da Igreja Universal) que partem para atividades privadas, legais ou não.

A maioria da população brasileira se concentra em grandes cidades, algumas com ares de metrópole, como é o caso de São Paulo.

Elementar meu caro Watson, não há água que chegue para tanta gente, primeiro por todas essas causas já mais do que sabidas (incluindo o péssimo gerenciamento dos senhores descendentes dos répteis) por todos nós e depois porque há gente demais nesses lugares e gente consome e destrói muito mais do que os gafanhotos ou os avestruzes.

Por mais incrível que possa parecer, agora, na maior parte do país, exceto capitais e grandes cidades, as pessoas nem se deram conta, ainda, que está faltando água.

Jesus Cristo, em seu breve passeio pelo planeta Terra, chamou o principal político local de “raposa”. Nem ele conseguiu evitar perder a calma com esses seres abomináveis. Às vezes me pego concordando com o David Icke, deve haver seres reptilianos mesmo, em nosso planeta.

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Armagedon da paz

Armagedon da paz

 

Pacificadores

Dizem que esse mundo acabará em fogo. Recentemente e cada vez mais a crença em uma guerra, cujo nome será Armagedon, a batalha final, dado há milênios, devastará a Terra e tudo que nela há, pois será uma catástrofe nuclear global. A Bíblia fala do Armagedon como local duma guerra que preparará o caminho para um tempo de paz e justiça (Apocalipse 16,14;16) e que destruirá apenas a iniquidade. – Salmo 92,7.

Sem dúvida, a Bíblia frustra as expectativas catastrofizadoras dos catastrofizadores de plantão. Aquecimento Global, buraco na camada de ozônio, excesso de carbono pra todo lado e agora escassez de água, tudo isso contribui para a ideia de um grand finale violento, com muito sangue e sexo explícitos. Sendo assim, melhor satanizar a Bíblia, esse livro sectário e desmancha prazeres.

Há algum tempo venho pensando nisso. Armagedon da paz bíblico ou o reino Escatológico de Deus tinha como projeto a paz pela justiça. Na verdade, o império romano também almejava alcançar a paz, mas diferente da ideia bíblica com raízes em Oráculos sibilinos judaicos, uma série de profecias imaginárias que o judaísmo e, mais tarde, o cristianismo tomaram emprestadas de Roma, e usaram com muita veemência contra essa mesma tradição. Veja o que elas dizem:

“A Terra pertencerá igualmente a todos, sem ser dividida por muros nem cercas. Assim produzirá espontaneamente frutos mais abundantes. A vida será vivida em comunhão e não haverá divisão de riqueza. Pois ali não haverá pobres nem ricos, tiranos nem escravos. E ninguém mais será grande ou pequeno. Não haverá reis nem comandantes. Todos serão igualados”.

Essas informações nos foram transmitidas pela pena de dois autores, um dos quais falecido há duas semanas, Marcus J. Borg e John Dominic Crossan em seu excelente livro “O Primeiro Natal e frustram todos os seguidores de Roma que esperam a paz através da guerra e da violência enquanto contemplam os pacificadores e suas bíblias maravilhosas. Só falta acontecer.

Sob a efígie de uma paz a ser alcançada com muita luta, guerras e violência, homens, mulheres e gays têm trabalhado sob essa perspectiva, tentando implantar igualdade e fraternidade à força, até alcançar a paz. Brancos, negros e amarelos também, sem falar nos ricos, dignamente representados pelo Grupo de Bilderberg e nos pobres de Marré-de-ci de todas as periferias abaixo da linha da miséria da Terra estão se acirrando, cada vez mais, em busca da paz pela força. Todos devidamente engajados em celebrar um agradável e proveitoso Armagedon bem sanguinolento.

Essa coisa meio jesuíta da bíblia de alcançar a paz pela justiça não faz o gênero de todos esses e muito menos dos avermelhados. Aliás, para comprovar suas preferências não hesitaram em matar milhões de pessoas pacíficas ao longo de toda a história da humanidade. Bem aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus. Pobres dos membros das igrejas neopentecostais, pois será grande sua frustração quando descobrirem que os verdadeiros filhos de Deus eram os pacificadores e não eles. Certamente dirão tudo que fizeram de benemerências entre eles mesmos e ouvirão o Senhor dizer: “Nunca vos conheci”.

Obviamente “os senhores do mundo atual” torcem com todas as suas fortunas por um mundo melhor através de um Armagedon bem bélico, pois assim poderão vender e enriquecer, ainda muito mais, fornecendo armas para essa guerra imaginada desde os tempos em que Roma foi o centro da Terra. Antes disso, farão de tudo para convencer-nos de suas razões, eliminando da Terra as religiões, a estrutura familiar e os serviços públicos de qualidade, todos a serviço do inimigo dos pacificadores.

A batalha do Har Margedon da passagem bíblica mencionada incluirá forças capazes de abalar a Terra, pelo menos naquele lugar. Entretanto, não será essa a ocasião do grand finale quando a justiça divina vencerá e se imporá finalmente. Então só haverá a paz, sem hierarquias, com diferença alguma entre os seres humanos, sejam quais possam ser. Isso implica dizer que todas as tentativas em curso, tanto as bolivarianas, Castristas, Leninistas ou Peronistas e, muito menos, as de cunho capitalista, lograrão êxito. Como ensinou o Mestre, “quando ouvirem falar de guerras… esse ainda não será o fim”.

Poderíamos até inferir um grande conflito bélico, de cunho nuclear, capaz de dizimar grande parte da população do planeta, mas o povo eleito (escolhido) para a paz pela justiça certamente seria separado em grutas e protegido desse momento, como preconizam os textos escatológicos dos evangelhos sinóticos. O povo da paz busca paz, vive pela e para a paz. São os chamados pacificadores e serão mesmo chamados os filhos de Deus.

Capricornio PB

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Zelite Branca

Zelite Branca

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Por Beia Carvalho

Viver num mundo que cresce de forma exponencial é enervante, fatigante, debilitante, extenuante, árduo, exaustivo. Exige de nós, cidadãos desta nova era, muito de tudo: muito mais trabalho, muito mais dedicação, mais conhecimento e muito, muito mais estudo.

Por isso, EDUCAÇÃO é um dos 15 Desafios Globais classificados pelo mais respeitado e influente relatório sobre o futuro da humanidade, o State of the Future 2013-14*. Porque a Educação constrói uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e mais sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

Por exemplo, como vamos suprir a necessidade crescente de energia com segurança e eficiência para todos? Como equilibrar o aumento da população e recursos? Como diminuir o abismo entre pobres e ricos, e o status da mulher? Como impedir as redes transnacionais do crime organizado de se transformarem em empresas globais ainda mais poderosas e sofisticadas? Como fazer chegar água potável a todos os habitantes do planeta sem conflitos?

Quando a Educação figura ao lado de gigantescas tarefas como energia, água potável, crime organizado transnacional, dá para entender a sua colossal importância. Mas tem mais! Os futuristas ainda colocam a Educação acima delas – como um “caminho”, a chave para se chegar à solução, senão de todos, de alguns desses 14 hercúleos desafios que o futuro nos impõe.

Posto isso, eu desafio o ditado que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”. Não me importa quantas mil vezes o cidadão Sr. Lula repita essa lamentável frase. “Comeram demais, estudaram demais e perderam a educação”*, ela não se tornará verdade para mim. Muito menos para o mundo que propõe o oposto. Estudar cada vez mais e interconectar conhecimentos tem a ver com as nações que querem ver seus cidadãos dando as cartas no futuro próximo.

Não se tornará verdade, talvez porque eu faça parte das “zelite branca”: sou descendente de paraibanos, índios, portugueses, alemães, árabes e judeus. Ou porque sempre fui 1a. da classe. CDF. Tirei 10 em todas as matérias do vestibular com exceção de matemática. Sou trilíngue. Estudo todos os dias. E estou estudando agora para escrever este artigo.

Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais Boliviana carregando seu bebê vota durante eleições nacionais.

Peguei um trem em São Paulo e fui até New York por terra, nos anos 1970. Conheço 3 continentes, 30 países, centenas de cidades em todo o mundo e nunca, jamais em todos os meus 60 anos conheci uma família – nos cafundós da Bolívia, Peru; na Colômbia caótica pelos conflitos entre cartéis da droga; num El Salvador em pé de guerra; numa Belize paralisada pelos cortadores de cana; no Panamá militarizado; na “Suécia sul americana”, a Costa Rica; Guatemala e México, em todos os subempregos que tive nos Estados Unidos, e em todas as famílias que conheci na Europa, ricas, pobres e remediadas – pais que não almejassem, desejassem e se sacrificassem para dar estudo para os seus filhos. Quanto mais e melhor, melhor.

Como futurista, quero líderes que pensem nos homens deste planeta em primeiro lugar. E não em alguns poucos homens, sempre.

Senhor cidadão Lula, afasta de mim esse cálice.

NOTAS:

Obrigada, Malu Moraes, amiga, professora e cidadã guerreira pela Educação.
Relatório Anual State of the Future 2013-14

I- 15 Desafios Globais pelo relatório State of the Future 2013-14.
1. Desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas
2. Água potável
3. Equilíbrio populacional e recursos
4. Democracia
5. Previsões globais e tomada de decisões
6. Convergência global de TI
7. Abismo entre pobres e ricos
8. Ameaças na Saúde
9. Paz e Conflitos
10. Status das mulheres
11. Crime organizado transnacional
12. Energia
13. Ciência e Tecnologia
14. Ética global.
15. Educação para uma humanidade mais inteligente, detentora de mais conhecimento e sábia para compreender e enfrentar os desafios globais.

II – Estudar não é feio, artigo de Miriam Leitão, em globo.com, 17/6/2014

III –  Lula conquistou a Copa da Cretinice, artigo de Augusto Nunes, em VEJA, 18/6/2014 

IV – Cálice, Chico Buarque e Milton Nascimento

*Clonado sem nenhuma educação, digo, autorização.

Capricornio PB

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É proibido dançar II

 Postado originalmente em 16 janeiro de 2006

É proibido dançar nas igrejas protestantes brasileiras. Quem disse que ela não tem nada em comum?

Passei uma grande parte de minha vida dançando. Nos anos 60 dancei muito nos famosos bailes de formatura sob a música competente de Waldomiro Lenke, Edgar e os tais e Cia. No Vocacional, dançamos “O pezinho”, “Balaio” e outras danças folclóricas. Dancei nos inesquecíveis Mingaus do Clube Pinheiros, Circulo Militar e Banespa com o Kompha, Memphis, Folhas, Watt 69 e tantas bandas espetaculares. E de quebra, era sócio do Indiano onde dancei durante muito tempo, em todos os tipos de eventos dançantes. Na faculdade de Educação Física fiz parte do grupo de dança folclórica Lituana. Além de tudo isso, frequentava os incontáveis bailinhos domésticos onde Beatles, Jonny Rivers, Bee Gees, James Taylor, Carole King e outros davam o tom para dançarmos, sem falar das boas casas de dança espalhadas pela cidade de São Paulo. Tudo isso aconteceu até meados de minha conversão ao protestantismo evangélico.

Dançava porque a dança representava a alegria. Com ela comemorávamos os melhores momentos de nossas vidas. O aniversário, a formatura, o casamento, o sábado de aleluia e todos os momentos felizes de nossas vidas.

Já convertido, minha esposa e eu começamos a namorar dançando no Wiskadão, boate lá na Ilha Pochat. Depois disso, só dançamos em festas de aniversário da família e raramente.

Assim, graças ao cristianismo niilista, a dança saiu de minha vida. Não dançar era melhor do que o sentimento de culpa, depois.

Na verdade, nunca entendi o porquê dessa proibição, nas Igrejas. Suspeito de algo relacionado ao contato físico e seus desdobramentos entre os dançantes, mas ai, como os casais fariam para encomendar seus bebes, inclusive o casal pastoral? Não deve ser essa a razão. A relação do casal na intimidade de seu quarto não é uma dança? Ah, mais ninguém está vendo. Sei lá.

Segundo me disseram, o Frei Rosário, lá da Igreja do Jardim Prudência, gostava de dançar, se bem que com os meninos, preferencialmente. Os Rabinos costumam dançar. Em Israel, dança-se até não poder mais. Em Igrejas americanas a realização de bailes para os jovens é comum. Em Portugal, pasmem, dançam por todos os lugares.

O pior é ficar vendo dança em tudo e em todo lugar. Vejo os pássaros em sua dança diária, os animais dançando por pura diversão, os trabalhadores da fábrica dançando, os negros na África do Sul, cristãos na maioria, dançando na alegria e na tristeza, na época do Apartheid. Até os cristãos dançam, só não vale homem com mulher juntinho. Lembra sexo? Não, deve ser outra coisa.

Dizem os mais entendidos, em vários textos onde se lê: “Vamos cantar e adorar” suprimiram o “vamos dançar”. Mas, eu não acredito nisso.

Talvez, Davi tenha cometido um grande desatino ao dançar em plena rua e sob o olhar de reprovação de sua esposa. Não sei se a proibição é em relação à dança ou condena-se a alegria.

Fico imaginando o Pastor niilista chegando no céu. Eu sou o Pastor Jon… dos… Eu nunca dancei na vida. Nunca permiti às minhas ovelhas e meus filhos dançarem. Ai Pedro lhe responde: é mas, você dançará agora!

No entanto, apesar de meu sentimento de frustração, para a Igreja protestante brasileira, é proibido dançar.

Capricornio PB

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Não Matarás, se não pretende morrer

Não Matarás, se não pretende morrer

Terrorista deixa cair tênis ao sair do carro para matar

Oia, “Não Matarás, se não pretende morrer” é mandamento da Lei de Deus, portanto, e antes de mais nada, meu negócio é a favor da vida. Quando Jesus foi crucificado ao lado de dois ladrões, o pecado cometido pelos romanos contra os três, devidamente apoiados pelos sacerdotes judeus, foi o de matar.

O mandamento divino é: “Não matarás”.

Mas isso é só o começo das dores. O legal dos mandamentos, inclusive esse “Não Matarás” é o fato deles nos remeterem a uma reflexão constante, um pouco na base da manipulação culposa, reconheço, mas capaz de nos ajudar a abraçar o lado pacífico e construtivo das causas.

Com toda a certeza, nenhum de nós sabe exatamente o que está acontecendo por trás desses acontecimentos. Esses caras são todos ilusionistas profissionais e estão certos de que todos nós acreditaremos naquilo que conseguirmos ver.

As conclusões nesse e em todos os casos conhecidos se baseiam no “show”. Então, quando você e eu não tomamos partido precipitadamente, quando buscamos entender o que está de fato acontecendo, ao invés de sair por aí cometendo o mesmo erro que acabamos de condenar. Qualquer dúvida, vide os casos do assassinato de John F. Kennedy e o ataque ao World Trade Center, por exemplo. Mas faça isso com isenção, desarmado e pronto para surpreender-se caso descubra que nada foi o que pareceu ser.

Atitudes equilibradas e pacíficas, além de eficazes, poderão nos conduzir em uma vida de paz e no porvir à vida eterna, segundo nos ensinam os textos sagrados das escrituras.

No caso recente, na França, terroristas (incluindo mandantes, independente da origem) pecaram e não importa o que faziam as vítimas. A seguir, as tropas francesas (polícia, exército, etc…) pecaram ao matar os suspeitos e ponto.

Ninguém tem permissão e/ou prerrogativa divina para matar, seja lá quem for. Será sempre assassinato e pecado. O pecado é consequencial, gera culpa e a culpa mata, mais e melhor do que terroristas.

O mérito das questões deveria ser tratado em outro departamento, provavelmente no andar de cima, salvo engano.

Capricornio PB

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A inevitável arte de aniversariar

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A inevitável arte de aniversariar contém em sua definição a inescapável e compulsória certeza de vive-la ano após ano, quase sempre como um dia para esquecer. A não ser que você tenha parentes minimamente legais e um ou outro amigo, ao menos, fora a sua família nuclear, obviamente.

Neste mesmo dia, em 2009 escrevi:

“Enfim, o ano começou e segue seu curso inexorável. Hoje é o último dia de mais um ano e amanhã o primeiro do resto de minha vida. Estranho, pois não tenho uma ideia completa e definida sobre o que farei. Apenas alguns vagos lampejos, ora mais claros ora obscuros. Continuarei insistindo com a consultoria, desenvolver o Projeto Coração Valente e voltar a tratar os Dependentes Químicos. A D. Arlete gostará de saber dessa última parte. Estaremos em nossa cidade, isso será bom. Não me peçam detalhes, o certo é, eles ainda não chegaram a um tamanho que nos permita divisá-los…

…Sem promessas de ano novo. Serei eu mesmo, sempre que possível. Tentarei decepcionar menos e ser mais generoso com todos. Talvez descubra, daqui um ano, pelas estatísticas, ter falado em quantidade menor e ouvido mais. Quem sabe consiga ajudar abundantemente, ser ajudado raramente e aparecer suavemente, seja por onde for. De Deus, receberei o presente de ser e existir, até quando lhe convier…

…Se der, viajarei. Andarei além e retornarei para confirmar que o melhor lugar é mesmo a minha casa. Mas não creio que chegarei nem perto do Polo Sul, muito menos do seu oposto. Gostaria de navegar por aí, voar sentindo o prazer da liberdade e sonhar muito, mas menos em relação ao fazer. Se tiver um teto sobre as nossas cabeças, o que comer, um fusca em bom estado e roupas nas gavetas, com minha esposa feliz pelos cantos da casa, os meus filhos à roda de nossa mesa, sob o som estridente dos gritos dos meus netos, venderei tudo e darei a troco disso. Feliz serei e abençoado homem temente a Deus, continuarei….

…Se ninguém escrever uma linha, quiçá uma palavra, terei me bastado como sempre foi. Deus salve a vida e os dias dela”.

Insisti com minhas propostas descritas acima, até aqui. Mas devo confessar: um homem de minha idade fará melhor se debruçar sobre a tarefa de escrever suas memórias e poesias, se puder, pintar suas imagens, plantar e cuidar de um jardim e prometer não conversar com estranhos na fila do caixa do supermercado ou qualquer outra fila. Quanto aos demais parágrafos, me parece formarem uma proposta com a qual me sentiria muito bem em conviver, nesse ano também. Talvez deva acrescentar o propósito de tentar descobrir o que é amizade. De repente alguém me faz essa pergunta de novo e, então, ser capaz de responder.

No mais, é manter o que sempre fiz: ler a Bíblia, orar, tomar a ceia do Senhor, de preferência secretamente, em uma igreja qualquer, visitar alguma exposição de pinturas que possa surpreender, continuar a ler em todas as oportunidades e, caso tenha a sorte de ter com quem jogar conversa fora, de vez em quando, não perder essa oportunidade. Caso venha a ter netos, algumas dessas possíveis atividades perderão a vez para eles, seguramente.

Sei que você gostaria de me dar um longo e fortíssimo abraço hoje, daqueles de tirar o fôlego, seguido de um sincero desejo de muitas alegrias em minha vida, mas não pode fazê-lo por razões óbvias, como sempre. Não faz mal. Se não foi a primeira vez, também não será a última, acredito.

Capricornio PB

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