112414 0434 Vivendoemou1 Vivendo em outro planeta

Cardiopatas Congênitos podem ser seres extraterrestres.

Talvez seja só, a minha impressão, sei lá.

Cerca de dois meses atrás, estávamos na casa de uma amiga que nos ajudou a encontrar lugar mais apropriado para tratar minha mãe com sérios problemas. Ela foi minha aluna no tempo de seminário e hoje é psicóloga. Às tantas ela perguntou se eu sentia alguma culpa pela morte de meu filho. Respondi a ela, que não apenas me sentia culpado, como de fato falhei em muitos itens durante os vinte e cinco anos de vida dele, em relação aos cuidados que ele necessitava e que poderiam ter lhe dado uma vida com mais qualidade e, também, permitido mais longevidade a ele, se tivéssemos tomado providências adequadas.

Mais de um ano depois de meu filho Thomas ter partido desta vida, posso lhes afirmar: Não há um dia que não me pegue pensando e repensando quantas providências poderiam ter feito melhor a ele. Creio ser o despreparo um dos maiores inimigos para pais premiados com filhos cardiopatas congênitos. Contribui grandemente nisso, o fato de ter sido um cristão detentor de uma falsa teologia que me dava a sensação, para não dizer certeza, de não estar no grupo dos pais cujos filhos nascem com algum problema de saúde, seja leve, moderado ou grave.

Imagine você, em 1987 levei minha família comigo para morarmos na Flórida, Estados Unidos. Você não acreditará, de certo, mas não fiz nenhuma pesquisa para saber se o lugar era indicado para pessoas de fina estirpe, como nós, morarem. Hoje sei, embora tarde demais, que morei em meio a um campo magnético, necessário ao tal Cabo Kennedy (Canaveral) onde há uma base lançamento de foguetes da NASA, lugar nada propício para se viver com qualidade.

Nosso filho nasceu em 1988, pouco depois de termos retornado ao Brasil. Em 1999, resolvemos nos mudar para Sorocaba. Escolhi uma casa boa com um aluguel compatível e, pronto, mudamos. Uma tarde, todo mundo (cidade inteira) ouviu e sentiu uma explosão, com direito a tremedeira do solo, vidros quebrados, deslocamentos de objetos, etc. Sai da sala onde estava e saí perguntando às outras pessoas se haviam sentido o impacto. A resposta foi: Não liga não, estamos perto de Aramar e essas coisas são comuns por aqui. Só pra ilustrar, Aramar abriga a unidade da Marinha onde são desenvolvidas as pesquisas atômicas brasileiras. Não foi difícil adivinhar que, mais uma vez, estávamos no meio de um campo magnético. Esse detalhe me foi confirmado depois, por um ex-milico sorocabano.

Campos magnéticos não são lugares lá muito indicados para seres humanos viverem vidas saudáveis, imagine então, para cardiopatas congênitos ou qualquer pessoa com algum problema de saúde, a priori. Campos Magnéticos causam câncer, cardiopatias e outras doenças congênitas e muitos outros males às pessoas e ao meio ambiente.

Mas esse detalhe, embora possa causar câncer, doenças congênitas e uma série imensa de males, além da morte precoce ainda não é nem um décimo de minhas preocupações tardias (no caso do meu filho) e de importância vital para as pessoas, sobretudo crianças, presentes e milhares que ainda virão. Sabe, aos poucos, essas reflexões foram crescendo e tomaram dimensão incomensurável, para mim.

Você não acreditará no que lhe direi agora, mas esse planeta não é apropriado para 99% dos seres vivos que o habitam, com destaque para os seres humanos e em particular para os cardiopatas congênitos. Grande parte da água e do ar sob os quais vivemos, estão contaminados. Os alimentos que ingerimos estão contaminados justamente com os agrotóxicos utilizados para preservá-los. Á água considerada própria ao consumo humana, em nosso país, contém flúor, bicarbonato, cálcio, etc., adicionados a ela. Há inúmeros trabalhos científicos condenando essa prática, tendo como principal argumento os efeitos conhecidos ou não que causam às pessoas, animais, plantas, etc.

Para esses problemas há algumas alternativas que incluem treinamento, como quais seriam os alimentos mais saudáveis e como utilizar uma água melhor para os cardiopatas congênitos. Além disso que tipo de exercícios eles poderiam fazer em beneficio próprio. Planejei fazer algum exercício com meu filho em piscina, mas nunca levei esse plano adiante, a não ser, uma ou outra tentativa esporádica, mas creio haver um caminho legal para eles, nessa ideia. Podem haver outras formas, também, embora isso não seja muito bem vindo aos muito mais que deuses.

Outra dificuldade importante para os cardiopatas congênitos diz respeito à educação formal deles. Uma parte importante deles não tem condições de frequentar escolar tradicionais. A tal educação inclusiva não é opção para pessoas com restrições cárdio respiratórias. Nesse caso também há opções legais.

Nosso filho só frequentou escolas do Jardim até o início do segundo ano básico. Depois de tempestade, fomos informados que a professora havia tentado a técnica de enfrentamento do nosso cardiopata congênito que temia raios e trovões, obrigando-o a ficar de cara para a janela admirando seus algozes. Em casa, durante as tempestades, ele entrava dentro de um guarda-roupas, onde deixávamos espaço para esse fim. Fora outras idiotices de imbecis comuns a esses lugares nocivos, como obriga-lo a subir as escadarias no mesmo ritmo dos outros estudantes, etc. Então o salvamos daquele antro onde a vida dele corria perigo incalculável. Depois disso ele passou a adquirir conhecimento pelo método indutivo e o resultado foi surpreendente e altamente positivo. Fora que, com isso, ele passou muito mais tempo de vida conosco.

A grande preocupação dos pais e do próprio cardiopata congênito, sem sobra de dúvida, diz respeito à saúde dele, pois isso acaba sempre sendo sua agenda principal. Consultas, exames (simples ou complexos), cirurgias, utis, hospitais, consultórios e todo o esquema de saúde acaba consumindo esses valentes de forma injusta, sempre com a desculpa de que isso é melhor para eles. Será? Não sei responder isso. Só posso lhes dizer, que nosso filho acabou perdendo tempo fazendo um monte de procedimento inúteis e dispensáveis. Claro, houve acertos importantes. O ideal é que ele pudesse ter experimentado só esses últimos. Sem falar que foi uma dessas ocasiões que acabou com a vida dele precocemente e desnecessariamente. Essa foi a minha maior falha, pois eu perdi a chance de ter evitado esse erro fatal, para a infelicidade dele. Bastava ter dito não ao cirurgião havido por realizar uma grande cirurgia, quando um procedimento simples e mais seguro teria sido a opção mais racional e equilibrada, ou mesmo ter impedido a ação desastrosa dele.

Enfim, desejo compartilhar minha experiência com quem está na luta, agora. Meus erros e acertos podem ser muito uteis ainda, sem dúvida, estou disposto a isso, ainda que seja escrevendo no blog da Missão Coração Valente. Mas espero poder fazer bem mais em favor dessa comunidade. Desejo conversar, ajudar na busca por novos caminhos em todas essas áreas mencionadas e em outras. Há outros grupos que fazem bom trabalho no encaminhamento de saúde. Nessa área, adoraria incentivar a pesquisa em busca da prevenção e métodos menos invasivos para o tratamento dos nossos queridos cardiopatas congênitos. Apoio aos pais, com treinamento, reuniões de auto-ajuda, literatura, etc.

Quem sabe assim, não chegaremos a tornar esse planeta um lugar adequado e merecedor dos cardiopatas congênitos, né?

Sozinho, não poderei fazer muito. Portanto, espero encontrar apoio e participação de mais gente, talvez você e seus amigos.

 

Um abraço forte


 

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Duti fa niente pio

by Lou Mello on 15 de novembro de 2014 · Comentários

in Confissões de Lou

 

111614 0048 Dutifanient1 Duti fa niente pio
Anjinho Missão Coração Valente

Por esses dias, declarei em uma rede social que escrevo em meus blogs quando me dá na telha. Essa declaração (como a maioria delas) surgiu de minha indignação em relação a esses caras, contumazes humilhadores de pobres e oprimidos escritores da periferia das letras, onde sou sócio militante e remido. Eles vivem propagando seus troféus e conquistas, entre elas, aquelas declarações horrorosas onde informam em quais veículos de comunicação escrevem diariamente, semanalmente, mensalmente, anualmente, secularmente. Isso me dá uma raiva…

Menos mal se vivo em uma época onde há redes sociais cibernéticas, blogs e magogues como diria meu quase esquecido amigo Paulo Brabo. Esse conseguiu editar alguns livros com seus escritos, menos mal, merece e é bom lembrar que se trata de excelente escritor. Embora essa boa notícia revele parte de minha incompetência, pois nem isso fui capaz de fazer a meu favor. Sei que isso soa negativamente, com cheiro de inveja e egoísmo. Mas escritores de respeito são exatamente assim, ou seja, escrevem e publicam para eles mesmos. Leitores não passam de detalhe em nossas obras.

Comecei a escrever meu primeiro blog no final de 2005 e escrevi assiduamente até o falecimento de meu filho Thomas. Depois disso a inspiração parece ter minguado. Talvez a tenha perdido junto com a vontade de viver, trabalhar, amar e me alegrar, com essa perda dolorosa. No período fértil de minha escrita até produzi um ou outro texto que, quando leio, me pergunto quem o teria escrito por acha-lo razoável, às vezes, até bom. Como bom pessimista, não tenho auto imagem muito boa e nunca me classifico como capaz de fazer qualquer coisa direito. Meu terapeuta diagnosticou isso como a principal causa de minha procrastinação crônica.

Em meu momento atual, celebro o fato de estarmos perto do fim do ano, a melhor desculpa para não fazer nada, no momento. Estou me preparando para começar no ano que vem, mas confesso já estar de olho no próximo carnaval e até na semana santa, uma quaresma depois, como meus próximos bodes expiatórios para meu “duti fa niente”.

Hoje, resolvi escrever alguma coisa, mesmo sendo meio na marra. Como ensinou o Guilhermo Arriaga, sentei e comecei a digitar, sem qualquer rumo prévio. Enquanto escrevia, o Dr. Adib Jatene agonizava no hospital até a morte. Uma perda irreparável para a comunidade do Coração. Fatos como esse me fazem lembrar o padre do filme “O Destino do Posseidon”, pendurado em um registro corta-água e gritando a Deus: “Quantos mais o Senhor ainda pretende levar?” Impressiona, se não fosse mais uma falsa teologia. Ontem, em minha conversa com D. Arlete Batista ela declarou “Para mim, Deus não leva ninguém.” Um colírio para meus olhos, pois partilho da mesma crença. Deus é o Criador, o Deus da vida. Embora insistamos em não acreditar, a morte entrou no mundo por obra humana, ou você acha que a história de Adão e Eva no Genesis significa o que? Por nosso intermédio o pecado entrou no mundo e com ele a morte. Simples assim, só nos resta chorar. Mas não se irrite, você ou eu no lugar deles teríamos feito a mesma coisa. Faz parte do livre arbítrio ou Deus calculou mal nossa fidelidade.

Enquanto choro a morte de meu filho caçula, Deus chora a morte de milhões de filhos perdidos, sem falar no predileto dele, assassinado pelos homens, logicamente. Só que nesse caso, embora eles não desconfiassem, Deus estava abrindo um caminho para todos nós. Há vida após a morte e Jesus Cristo a inaugurou para todos os que vieram depois e antes dele. Por muitas razões, os evangelhos conhecidos não relatam, de forma completa, a morte vicária de Cristo seguida de sua Ascensão. Parece não terem tido a permissão para escrever tudo, os evangelistas. Não me pergunte por que, pois não faço a mínima ideia. Por isso paro a exposição de qualquer evangelho na crucificação e não vou adiante. O que há depois ainda não foi revelado. Fica então a crença na vida eterna, pela fé, embora isso seja uma certeza.

Fazer o que, então? Como atestou D. Arlete, ontem, minha missão é o Coração Valente e a ela (A Missão) devotarei os dias que me restam. Como disse, minha tarefa enfatizará a questão espiritual, além de me dispor a compartilhar a minha experiência com aqueles que estão lutando na senda dos problemas relacionados às enfermidades, começando com as congênitas do coração e estendendo a todas as outras, conforme a direção de Deus. Dicas, terapias, helps, o que precisarem, sobretudo, orientação espiritual. Sou daqueles que acreditam sermos um pouco mais do que simples razão ou como diria Pascal: “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Não tenho a menor intenção em confrontar os serviços de saúde e seus agentes. Mas pretendo ser um contraponto às vítimas dessas misérias provendo conforto espiritual consistente a elas. Há poucos dias, uma mãe aflita me relatava as palavras de um médico que decretou o fim próximo de sua filha, pois não haveria nada mais a ser feito por ela, segundo sua ótica médica. Isso me arrepia, pois mais uma vez um médico esqueceu que há vida fora da medicina e desprezou o Criador dela, da filha de nossa amiga e da própria vida. Se Deus não leva ninguém, muitas vezes ele alonga nossos dias e, em outras, ele nos liberta, como nos casos em que a morte já é iminente e sobreviver seria um castigo.

Enfim, há todo um universo a desbravar nesse campo e, quem sabe, um novo caminho para muitos posts, textos e artigos. Né?

Ciao “duti fa niente pio”.

morcego 12 150x150 Duti fa niente pio

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102714 1517 Afinalagora1 Afinal, agora são dois Brasis

 

Pensando bem, a divisão já está feita. Foi decretada por um “sábio” sem diplomas e que não gosta de ler, quando separou o país em miseráveis de um lado, doravante o Brasil do Norte, formado pelos povos do nordeste e as elites paulistas, doravante o Brasil do Sul, do outro, incluindo todo o sul e sudeste nessa cesta (a dos paulistas). Minas Gerais sempre foi um estado dividido, é histórico. Metade sempre foi miserável, sua parte norte e a outra metade, o sul de Minas, também é formada pelas “elites”. Goias estaria mais para o Brasil das “elites”. A região norte do antigo Brasil acabou cooptado pelos nordestinos, nas últimas eleições, mas há grande probabilidade de cair nas mãos de algum “amigo” alienígena. Os maiores candidatos seriam Rússia (via Cuba e Venezuela) e EUA (via Colômbia). Alemanha e Japão correm por fora. Todos eles já fincaram bandeiras na região, via ONGS em trabalho missionário pró índios, traidores brasileiros trabalhando pare eles e sem falar no poderio bélico dessas nações.

Nós já temos dois brasis e Dilma não governará o Brasil das “elites”, ainda que queira. Ela será avacalhada até, pelas “elites” muito mais do que já tem sido. Já virou piada e vai virar “A Grande Comédia”, claro. Los Miserables continuarão servindo-a obnóxios, até o fogo começar a queimar suas peles e/ou enquanto receberem grana e outras benesses sem precisar trabalhar. Mas quando a grana das elites começar a desaparecer, a onça irá à fonte beber água, e vaca atolará no brejo, para ser mais claro. Esses serão os brasileiros que ela governará com seus mentores bolivarianos comunistas.

Alguns dos brasileiros das elites acreditam que poderíamos repetir o Vietnã, perdermos metade do país em um primeiro momento, para recuperá-lo depois, quando eles estiverem no maior desespero, literalmente sem bolsa e sem água. Os nordestinos não devem se iludir, faltará água por lá breve, também, e será muito pior do que está acontecendo no sudeste, onde o problema é só de gestão. Lá a desertificação é o inimigo, também. A transposição dos dois grandes rios poderá ser um grande equívoco, segundo vários especialistas que já manifestaram suas opiniões. Nos EUA, um simples desvio de um rio transformou New Orleans em uma cidade fantasma e era uma tremenda cidade. Não gosto dessas soluções muito comuns aos cirurgiões que arrogam fazer cirurgias sem saber direito quais as consequências delas. Eu que o diga.

Na periferia de São Paulo há um enorme contingente de nordestinos. Essa é a população que está servindo-se dos tais “programas sociais” de base, nas áreas de saúde, moradia e transportes, principalmente. Temo que a vida deles comece a ficar mais difícil, daqui para frente.

Não creio seja necessário que o Geraldo Alckimin vá a cavalo até o Ipiranga gritar alguma bobagem tipo aquela “Independência ou Morte”, seguido de dez ou doze secretários em lombo de burro. O cara já fez o serviço, agora é só assumir. Nunca antes na história desse país eu tinha ouvido as pessoas falando, escrevendo e saindo do armário como agora. Claro que a presidanta tratará de reforçar essa decisão, cada vez que abrir aquela boca cheia de dentes saltados pra fora e vomitar seu “saber” (sic). Tampouco, será necessário demarcar terras, fazer mapas, novas bandeiras e hinos. Está tudo pronto, pois estamos vivendo divididos há muito tempo. Nos últimos tempos, a coisa só se agravou e agora chegou ao limite, graças à sabedoria petista. Os caras são craques em atirar no próprio pé.

Como sugestões, está faltado às “elites” começar a fechar as burras. Cortar a grana é uma arma poderosa. Podem começar cortando as doações para projetos direcionados ao inimigo. Claro que está na hora dos governos da região das elites começar a trabalhar exclusivamente para sua população. uma medida mais do que urgente é impedir o voto dos não nativos nas eleições locais. Isso evitaria prefeitos desse partido excêntrico. Claro que os não nativos poderiam votar, mas no pleito de suas cidades natais, com o tal voto em trânsito. Votar enquanto estiver recebendo Bolsa Família, nem pensar. Isso poderia e deveria ser adotado nos dois brasis. Obviamente, o Brasil da presidanta não adotará tais sugestões, pois ai jaz o segredo de seu sucesso temporário.

Para ser mais claro, chegou a hora das “elites” se mexerem, não no sentido de sacramentar essa divisão, mas de defender-se e salvar o que ainda não se perdeu. Por hora, já estamos vivendo um Brasil dividido, agora oficialmente, pois a divisão foi decretada por um ex-presidente, padrinho da atual presidanta e por ela própria ao anunciar em seu discurso de vitória que fará o tal plebiscito divisório.

Só as elites poderão salvar o país, como um todo. Les Miserables já estão comendo nas mãos dos traidores da pátria, mas prescindirão daqueles a quem odeiam agora, paradoxalmente. Isso, caso a providência divina não resolva dar o ar de sua Graça, primeiro através de algum profeta bonzinho propondo salvação para todos ou, em caso contrário, via alguma catastrofezinha da hora. Não descartaria um baita maremoto seguido de alguns terremotos e furacões. Mas lembrem-se que isso ainda não será o fim. Quem tem o hábito de orar, rezar e essas excentricidades, o momento é esse.

Então, pra que esperar. Assumamos logo nossa condição verdadeira, somos dois brasis agora, o das “elites” e o dos “Les miserables”*.

morcego 12 150x150 Afinal, agora são dois Brasis* Miseráveis ou Les Miserables: Designação sinonima para a população nomeada de “os pobres” por Lula.

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Fala sério! Nossos políticos são o limbo do pior que existe entre a raça humana. Né não? Esperar chuvas para resolver o abastecimento de 101814 1649 Planetaguas1 Planeta Água sem água para a populaçãoágua em uma cidade e adjacências onde há 20 milhões de pessoas é de amargar. Quando moramos em Sorocaba houve um acidente (estourou carcomido pelo tempo) com uma adutora (um cano véio por onde a água vinha da represa de Itupararanga – represa entre Votorantim e Piedade, completamente abandonado entre morros e savanas) e a cidade (600 mil habitantes) ficou sem água por cerca de dez dias. Naquela época pensei na precariedade da coisa, na falta de estrutura adequada, na incompetência. Esses caras nunca jogaram SimCity, na melhor das hipóteses. Para ser prefeito de qualquer cidade, mesmo as de mil pessoas, um cara deveria ficar jogando SimCity um ano antes de assumir. Para uma cidade como São Paulo, pelo menos uns dez anos antes. Claro que há formações melhores que essa e necessárias, mas um imbecil desses precisa, ao menos, ter alguma noção de como se desenvolve a estrutura desses lugares. E isso o SimCity possibilita.

Nossa quanta dó de meu antigo colega de Ginásio Vocacional, o Guilherme Arantes 101814 1649 Planetaguas2 Planeta Água sem água para a populaçãoe aquela utopia linda dele com o tal Planeta Água. Pois sim…

Agora, governador, secretários, presidente da Sabesp, mídia (começando pela rede Globo), igreja, família e escola, todos unidos num só louvor: Deus, mande chuvas por favor. Que absurdo! Se fosse eu, não mandava. Imagine Deus, então, com aquelas manias de nos ensinar alguma coisa, sempre.

Caspite! Num é de chuva que nós precisamos para resolver problemas de abastecimento de água. Isso é, no mínimo, desdenhar do Criador. Ceis lembram do primeiro ano primário? Fusão, Solidificação, Evaporação, condensação, sublimação (veja lá o que ensina o professor Ademir), nossa quanto esforço pra memorizar palavras tão complicadas, pra que? Pros caras virem agora me tratar como se nem primário eu houvesse feito. Meu, manda esses caras irem plantar batatas, po! Certamente morreriam de fome, essa corja! Por isso é que eles não querem nem ouvir falar em currículo escolar. Por eles, currículo seria um saco vazio, oco, se possível sem ar dentro. Quanto menos souberem, melhor.

101814 1649 Planetaguas3 Planeta Água sem água para a populaçãoÁgua há aos montes. A água, assim como a terra, não tem como deixar o planeta. Nem o benefício da morte ela tem. Está aqui e ficará até o final dos tempos. Você e eu passaremos mas ela não. Aliás, dizem que a maior reserva de água do planeta está bem abaixo de nós, paulistas, sem falar nos mares e rios que dispomos. Dizem lá na padaria que um dos próximos projetos do PT será poluir os mares. Água limpa é coisa das elites, segundo eles. Do outro lado, membros dos partidos antagônicos não fazem nada para despoluir os rios para que os mais pobres tenham onde morar, segundo dizem a boca pequena.

Não se trata desse ou daquele político. Todos eles estão irmanados, não importa o partido, em certo sentido. O que vale no meio político é, “num faiz que eu também num faço”. Embora, em minha opinião, depois da safadeza, está presente em cada um desses caras, independentemente de ter ou não algum diploma (sic), a mais elevada incompetência da paroquia, digo, da política. Às vezes eu confundo a coluna satânica. Já contei pro ceis, várias vezes, a história de quando fui convidado para ser síndico do prédio onde morávamos lá na Cardoso de Almeida, nas Perdizes. Cara, pelo menos naquela oportunidade, Deus me iluminou e tive a sensatez de não aceitar. Era completamente incompetente para tal função. Imagine, então, governar cidades e estados como os “São Paulo”. Se eu fosse governador de minha cidade, a primeira coisa que faria não seria construir uma rede de águas competente e adequada, mas trocar o nome dela para Corinthians. Entendeu porque eu não sou a pessoa certa? Adoro minha cidade, apesar do nome horroroso dela. Fazer o que, nada é perfeito nesse mundo inventado por Deus. Se fosse Palmeiras ou Santos seria muito pior.

A parte da imperfeição Ele deixou por nossa conta e nós nunca o desapontamos. Para caprichar, criamos a classe política e de dois em dois anos vamos lá sufragar e hipotecar apoio a essas quadrilhas que irão nos roubar, mentir para nós, providenciar insegurança, sujeira, precariedade nos serviços de saúde, educação, transportes e o resto que você está careca de saber. Vai lá meu, vai votar pro próximo presidente (a) te ferrar de tudo que é jeito.

E água que é bom, nóis num reve. Mas temos de montão.

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Templos de pedras

by Lou Mello on 7 de outubro de 2014 · Comentários

in apocalípticas

100714 0311 Templosdepe1 Templos de pedras

 

“Chegarão dias, nos quais,

de tudo o que vedes aqui

não será deixada pedra sobre pedra

que não seja derrubada”.

Jesus de Nazaré em Lucas 21: 6

Hoje à tarde, falei com o Pr. Neto ao telefone e reiterei minha disposição em ajuda-lo no que precisar. Durante a via sacra que caminhamos, desde o ano passado, ele foi um dos nossos ajudadores destacados. Não ouso pensar em retribuir, pois não creio ser capaz e/ou ter tempo para fazê-lo à altura de sua generosidade. Ele está construindo o templo da igreja que dirige, junto com sua pequena congregação, em um terreno de não mais de dez metros de frente por quarenta ou cinquenta de fundo. Será pouco mais de um armazém, com um pequeno praticável para os instrumentos e um púlpito bem simples na frente dele, onde o Pr. Neto continuará fazendo seus sermões simples e práticos para sua congregação sentada em cadeiras plásticas brancas. Estou disposto a fazer qualquer coisa que ele me peça e imagino ser útil para conversar com o pessoal, contribuir para o crescimento, ouvir muito, abraçar o angustiado, alegrar o triste e dividir com o necessitado. Todo esse exercício, inclusive a construção poderá ser enriquecedora para aquelas pessoas e ficarei feliz de ter contribuído de alguma maneira.

Enquanto isso, o tal Bispo ergue à custa de milhares de dinheiros um templo ao denomina “Templo de Salomão”. Imenso, à semelhança do templo derrubado de Jerusalém, que fora reconstruído por Salomão, em seus grandes dias. Olhando de fora, é bem provável que o “templo de Salomão” do bispo seja muito mais vistoso do que o original. Por dentro, é capaz de abrigar milhares de pessoas a cada reunião. Ele fez o “The Best”, mas há muito outros de grandes proporções por aí, reunindo multidões para cultuar, sabe-se lá quem.

Mas se estas palavras acima, ditas pelo mestre (rabi) de Nazaré, há mais de dois mil anos, estiverem se materializando em nossos dias, estaremos todos na contramão delas. Nesse caso, seria mais oportuno e sensato desconstruir ao invés de construir, se não me engano. Não sei porque nós nunca acreditamos na possibilidade disso acontecer conosco. Achamos que será depois de nós ou mesmo, bem depois.

Nos últimos dias, exacerbaram-se os acontecimentos relacionados à mais uma eleição para a presidência em nosso país. Enquanto pessoal trocava elogios e farpas pra lá e pra cá, causou-me estranheza o envolvimento dos beneditos cristãos em todo esse processo. Um dos candidatos, em verdade, uma senhora, apresenta-se como cristã evangélica (talvez seja mesmo, não investiguei a fundo) e essa “qualidade” parece ter embriagado os que sentem-se evangélicos nesses dias. Entendo perfeitamente, Jesus referiu-se à perseguição que viria a todos os seus seguidores, causando inclusive o esfriamento da fé de muitos. Tenho como líquido e certo que todo esse engajamento político, com imensos depósitos em favor de um ser humano governante que acreditam ser o salvador de evangélicos perseguidos pelos ímpios e aplacador de nossas dores, seja sinal evidente desse esfriamento da fé.

Eram todos fieis esperançosos da providência divina em todos os sentidos e, sutilmente, provavelmente sem se darem conta, estão depositando suas esperanças em outro ser humano, como qualquer um de nós, como se Deus fosse. Ah, enfim nossa liberdade estará preservada, de novo. Teremos paz, os marginais deixarão de roubar, matar e abraçarão suas bíblias pregando em praça pública o evangelho com suas boas novas. Os serviços públicos de saúde, educação e transportes serão transformados por milagres em condutores de saúde perfeita, sabedoria e deslocamentos levitáveis. Recuperaremos, então, nosso orgulho e não precisaremos mais esconder nossa identidade evangélica atrás de subterfúgios ou declarações do tipo: “Olha, eu não sou evangélico, viu?” Santa imbecilidade. Mais provável ser a tal história dos cegos sendo guiados por outro cego. Não cairão todos no abismo?

Não quero fazer parte de uma igreja, como fiz em boa parte de minha vida, porque esse tempo já passou para mim. Quero reter o que puder guardar o que conseguir da Bíblia em minha mente (coração) e ações. Fazer meus atos devocionais onde estiver, no meu quarto, nas ruas ou em alguma cela de uma dessas prisões infames, como está previsto pelo profeta nazareno até que a morte venha me buscar. Se pudesse sugerir algo aos cristãos, e também às pessoas de outras seitas e religiões, diria que nosso lugar não é na construção de templos, tampouco na eleição de presidentes, governadores, etc. Mas o ideal seria estarmos proclamando como pudermos, nas ruas, o amor ágape de Deus até que tudo esteja consumado.

Reparem no mundo. O que lhes parece? Os acontecimentos lhes dizem alguma coisa? Guerras, países contra países, irmão contra irmão, filhos contra pais, homens versus mulheres e vice-versa, furações, terremotos, maremotos, orgias sexuais, homens e mulheres se batendo em arenas com transmissão direta de TV para nosso deleite, queda da moralidade, desequilíbrio climático, desarrumação ecológica e ambiental, que mais? Alguém, ou algum ser humano conseguirá parar isso? Claro que não. Ah, mas o mundo ainda durará milhares de ano. Afinal os cientistas ainda não conseguiram aprontar a máquina (Grande Colisor de Hádrons) que encontrará o bóson de Higgs e, muito provavelmente, explodirá o universo outra vez e começará tudo de novo, como deve ter acontecido outrora causando o tal Big Bang originando a todos nós.

Para mim tanto faz se será uma coisa, a outra ou as duas ao mesmo tempo. O fato é, a coisa está acontecendo e não sei se estamos fazendo as escolhas corretas. Com certeza o tempo para mim está curto demais para fazer experiências. Os sinais se evidenciam a todo instante, cada vez mais e prefiro me dedicar ao estudo da palavra, à meditação e às minhas orações. Quando der, participarei de uma reunião aqui ou acolá e no mais, trabalhar para salvar o quantos puder e pelo pão de cada dia, enquanto for possível e se permitirem. Salvo algum engano, claro.

morcego 12 150x150 Templos de pedras

OPs: Ainda estou precisando de uma cadeira de rodas para doar ao Lar Betel em São José dos Campos – SP

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